POBO DO NORTE:O Pobo Mais Forte
quinta-feira, abril 01, 2004
 

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quarta-feira, setembro 10, 2003
 
Duas virtudes

Diz-se que quando Deus criou o mundo, para que os homens prosperassem, decidiu conceder-lhes duas virtudes. Assim, aos suíços fê-los organizados e cumpridores da lei. Aos ingleses, persistentes e estudiosos. Aos japoneses, trabalhadores e pacientes. Aos italianos, alegres e românticos. Aos franceses, cultos e refinados. Quando chegou a vez dos portugueses, virou-se para o anjo que tomava apontamentos e disse: "Estes vão ser inteligentes, boas pessoas e benfiquistas".

Quando acabou de criar o mundo, o anjo chamou-lhe a atenção e disse-lhe:
- "Santo Pai, tu deste a todos os povos do mundo duas virtudes, mas aos Portugueses deste-lhes três. Isso vai fazer com que prevaleçam por cima de todos os outros povos do mundo".
- "Caramba", disse Deus, "É verdade, mas como as dádivas de Deus não se devem retirar, devemos remediar a situação". "De agora em adiante, os Portugueses terão essas três virtudes, mas para que não prevaleçam
sobre os outros, nenhum deles poderá exercer mais de duas simultaneamente".

É por isto que a partir de então­ o português que é benfiquista e boa pessoa não pode ser inteligente; o que é inteligente e benfiquista, não pode ser boa pessoa, e o que é inteligente e boa pessoa, jamais poderá ser benfiquista.

segunda-feira, setembro 01, 2003
 
Breve balanço do que entretanto se passou

As férias acabaram e o Pobodonorte está de volta para gáudio de dragões e pesadelo de lampiões! Mas antes de abordar o tema prometido, aqui fica o meu (sempre isento e objectivo) balanço do que entretanto aconteceu:

1. O FCP fez uma óptima pré-temporada. É mesmo assim: foram bons jogos (com o PSG, por exemplo), com o Ricardo F. a mostrar que valeu a pena despachar o Clayton e o Serginho a mostrar que só será jogador do FCP quando as galinhas tiverem dentes.

2. O FCP fez três jogos oficiais em Portugal e qual deles o mais fraquinho? Está claro que, para quem viu o jogo da Supertaça em Guimarães e a primeira jornada da Superliga, a equipa estava a jogar pouco e lentamente. Tanto os jogadores do Leiria como os do Braga correram mais do que os azuis: desde o tempo do Octávio que não via o Porto a jogar tão sem alma. Na Amadora jogaram melhor, mas ainda muito longe do que se exige a um plantel que só perdeu um jogador importante (o Postiga, claro!) e ganhou qualidade adicional com os novos jogadores (em particular com o ingresso do Pedro Mendes).

3. Ser derrotado pelo A. C. Milan não foi uma vergonha. E não foi mesmo! Os primeiros 10 minutos lembraram o tempo em que o futebol luso ia às competições europeias com a atitude de perder por poucos (i. e., jogadores perdidos no campo, a malta a não segurar a bola nos pés e tudo à  espera de milagres). A partir dos 10-15 minutos, para lá da inegável qualidade da dupla Schevchenko/Inzaghi e de outros óptimos jogadores que o Milan tem, o jogo foi equilibrado. Aliás, nos 20 minutos finais, o sufoco foi total na área da equipa italiana e o FCP não marcou por azelhice própria ou talento alheio. Sorte sobrou para os dois lados, porque o Milan, durante a 2ª parte, também poderia ter acabado com o jogo, pelo menos, por duas vezes.

De qualquer modo, valeu a pena ver a imprensa vermelha a falar tão mal da equipa do Mourinho (as saudades que eles tinham de fazer isto!): para uns o que acontecera fora a demonstração "das limitações" existentes, para outros o que estava mal era a exibição do Deco, que estaria com pouca vontade de jogar pelo FCP. O Paulo Ferreira passou de bestial para besta e os únicos a merecer elogios foram o Maniche (na verdade, o que mais lutou) e o Ricardo Carvalho (que todos - menos o Scolari, claro - já reconhecem ser o melhor central português da actualidade).

4. O Benfica esteve igual a si mesmo e o espanhol já não sabe o que fazer mais. Os vermelhos ainda acreditaram (e a SIC fez muito por isso) mas aquela equipa tem falhado sempre nos grandes jogos. Porém, para o que é costume, as duas exibições com a Lazio até não foram muito más; aliás, serviram para provar que os italianos não são uma equipa de velhinhos em decadência acelerada como alguns os quiseram pintar quando o FCP os despachou da Taça UEFA.

A diferença não esteve nas exibições dos italianos: o problema é que o Benfica só tem 3 jogadores em condições de discutirem um lugar no onze do FCP: Miguel (que esteve sempre bem, embora um bocado trapalhão); o Simão (que não jogou grande coisa nos dois jogos mas é um daqueles jogadores com um bom drible em progressão, arranca muitas faltas e converte livres directos; e o Geovani que, quando não passa ao lado do jogo como se não fosse nada com ele (deve estar a imitar o Zahovic...) até é um extremo que faz bons cruzamentos e bate muitos adversários em velocidade. O resto, bem, o resto é mesmo paisagem e não estamos a falar somente do martirizado defesa esquerdo... Exceptuando o azarado do Sokota, o resto da equipa é pouco mais do que banal (para a média portuguesa, obviamente).

5. O SCP está a praticar o melhor futebol da Superliga. Talvez. Mas, afinal, com que equipas jogou o Sporting em competições "a doer"? Foi com a Lazio? Com o AC Milan? E não venham falar da gloriosa vitória frente ao Manchester United: os tipos pareciam estar todos a dormir, a equipa que jogou a maioria do tempo estava muito desfalcada e a vitória do SCP era certamente obrigatória como parte do pagamento devido pela venda do Ronaldo! Amanhã à  noite veremos se os lagartos estão aí­ para dar luta ou se é só treta de início de campeonato.

Até breve.
segunda-feira, agosto 25, 2003
 
Pobodonorte esta de ferias! Nao desanimem!
quarta-feira, agosto 13, 2003
 
Hoje é dia grande para o Benfica. Não, não foi contratado o lateral-esquerdo que falta. O Benfica regressa à europa do futebol! Pobodonorte quer desejar as maiores felicidades ao clube da Luz. Sinceramente, esperamos que entrem na Liga dos Campeões. Vai ser um prazer ganhar-lhes nuns quartos-de-final ou meias-finais!!!
quinta-feira, agosto 07, 2003
 
Adriano e Fyssas são os mais recentes nomes para formar esse onze de defesas-esquerdos candidatos a envergar a camisola encarnada, ou, como agora é usual dizer-se, referenciados pelo Benfica. Depois de Junior, Gilberto, Kléber, Tchato, Sorin, Atouba, Domi, Nery, Adriano e Fyssas, falta então UM, sim, UM para completar esse onze! E por que não Cristiano, até agora, o único que parece imperturbável face a esta avalanche de nomes??? Seria, sem dúvida, o defesa-esquerdo goleador que falta a este onze, a mais-valia, o jogador-referência do clube!! Não lhe podem é dar tarefas defensivas, deixem-no atacar, atacar, atacar!
quinta-feira, julho 31, 2003
 
ARMANDO - A gazela incompreendida

O prometido é devido: para a imensa multidão que faz da dita figura um modelo de vida, aqui fica o perfil técnico-táctico-psicológico-emocional desse grande artista da bola que é Armando Miguel Correia de Sá ou, para os entendidos, apenas ARMANDO.

Armando é, no Benfica de hoje, um jogador perfeitamente enquadrado na imagem corporativa da instituição: é grande (1,82 metros) mas não é grande coisa; é internacional, mas por Moçambique (selecção que, como é sabido, entra sempre para vencer, contando com inúmeras presenças nos Mundiais); é um craque, mas ninguém percebe porquê.

Tendo iniciado o seu percurso nesse clube de grande dimensão europeia que dá pelo nome de Vilafranquense, Armando jogou apenas 2 jogos na sua 1ª época (ambos na Taça de Portugal) mas marcou 2 golos. Tendo o glorioso emblema subido à  2ª B, Armando subiu com ele e tomou conta do seu lugar no 11 principal, tendo alinhado em 31 jogos e marcado 1 golo. Apesar deste sucesso, Armando, que ainda hoje é um incompreendido, foi jogar para a 3ª Divisão nas duas épocas que se seguiram, alinhando por grandes clubes europeus de renome paroquial como foram os casos do Bragança e do Vila Real. No 1º destes só curtiu banco; no 2º, lá o deixaram jogar para a Taça por 5 ocasiões.

Mas o sucesso viria inexplicavelmente bater-lhe à  porta no Rio Ave, onde durante 3 épocas jogou na equipa principal, disputando a atenção dos adeptos com esses mitos do futebol vila-condense que dão pelos nomes de Niquinha, Peu e China. Já nessa altura, com o patinho feio Carlos Brito como treinador, Armando corria veloz pelas alas (mais a direita que a contrária), fintando-se a si mesmo e aos adversários e centrando milimetricamente para lá da linha de fundo. Enfim, o Benfica já deveria ter, como agora se diz, o dito jogador "referenciado", uma vez que, se o tivessem adquirido mais cedo, teria feito as delí­cias de portistas, sportinguistas e outros anti-lampiões, isto é, de todos os que adoram ver o SLB a enterrar-se. Estarão porventura a imaginar uma defesa tão homogénea como a formada pelo Paulo Madeira, o Paredão, o Rojas e o Armando?!!!!!!!!!!!!!!

Por fim, o céu da Luz, mas antes Armando iria evidenciar-se no Braga, alternando com o mí­tico Zé Nuno Azevedo na lateral direita e prosseguindo o seu longo histiorial de fífias, bolas para a bancada e remates para a bandeirola de canto. Enfim, já tinha o perfil essencial para jogar no Benfica. Por este motivo, quando os vermelhos acertaram na primeira contratação decente dos últimos dez anos, resolveram também respeitar a tradição do clube e manter a mediocridade geral do plantel, fortemente afectada pela classe de Tiago, e lá trouxeram como brinde o nosso amado Armando.

Desde então, entre ameaças de dispensa e crónicas faltas de dinheiro e olhos na cara para arranjar um defesa direito em condições, Armando tem passeado as suas limitações pelos relvados portugueses, disputando com JMP e Cristiano o tí­tulo de jogador que mais vezes enterrou o Benfica numa só época. O momento alto desta verdadeira vedeta do futebol mundial e extra-gláctico foi registado em pleno estádio das Antas, na época 2001/02, numa derrota que só ficou em 3-2 porque alinhava no ataque portista esse grande amigo dos Guarda-.redes contrários chamado Pena.

Esse momento, que ficará para a posteridade futebolística de Armando, ficou marcado pelo número infindável de vezes em que Cãndido Costa ganhou em corrida à  "gazela da Luz" e a sentou, finta após finta, no sagrado relvado portista. Apesar do tangencial 3-2, nenhum adepto azul e branco estava preocupado, pois Armando sossegava os portistas: o seu posto não era o corredor direito do Benfica; naquele lado do terreno, qualquer jogador do FCP sabia que estava um defesa compreensivo, afável, trengo e terno, que se deixava humilhar em cada simulação, isto é, bola que fosse para o lado do Armando era meio golo da equipa contrária. Memorável. Por tudo isto, Armando ficará para sempre um dos mais amados jogadores do Benfica e o preferido da claque Super Dragões.

Bem haja e que o Camacho deixe jogar este simpático trengo, que tantas alegrias tem ainda para dar ao Colectivo e à  Juve leo.

Em breve, neste BLOG, a verdadeira história de Argel...

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